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Furacão Sandy nas redes sociais

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Durante a tempestade Sandy, bem como nos momentos que sucederam o acontecido, Twitter, Facebook e Instagram foram tomados por uma avalanche de conteúdo relacionado ao evento. Não apenas por parte de pessoas acompanhando de longe, mas principalmente por aquelas que estavam nas áreas afetadas pela catástrofe. Isso pode levantar a questão: por que as redes sociais não são deixadas de lado nem em meio às tragédias? Especialmente se você não souber responder a essa pergunta, vale continuar a leitura do post.

Apenas os números já são o bastante para impressionar. Em 24 horas foram mais de 4 milhões de menções ao Sandy no Twitter. Ao mesmo tempo, mais de 10 fotos por segundo foram postadas no Instagram com a hashtag #sandy. No Facebook, por sua vez, os 10 termos mais citados durante o auge do furacão que atingiu a costa leste americana estavam relacionados a ele.

Mas, entre piadinhas (principalmente no Brasil, por conta do nome do furacão, o mesmo da cantora filha de Xororó) e algumas mentiras (o Tumblr “Is Twitter Wrong?”, criado por Tom Phillips, editor da MSN, passou a verificar se as imagens postadas na rede eram verdadeiras ou falsas), a maioria das publicações nas redes foi séria e bastante relevante para aqueles que estavam nas regiões afetadas ou conheciam quem estava. E essa cobertura em tempo real da tempestade Sandy na internet mostra uma evidente guinada no comportamento do consumo de informação.

Sem energia elétrica após a tempestade, em muitos casos a conexão de internet por celular era o único meio disponível para se ter acesso a notícias sobre o furacão e informações sobre amigos e parentes.

Outras pessoas, porém, escolheram esses meios devido à possibilidade de não apenas receber as informações, mas também contribuir gerando e compartilhando conteúdo. David Carr, colunista de mídia do The New York Times, afirma que é difícil resistir às redes sociais como o Twitter exatamente por isso. Porque, ao contrário do que acontece com as tradicionais e unilaterais mídias de massa, elas passam a sensação de que “todos estão remando no mesmo barco”.

Veja também: YouTube pode ser responsável por uma nova era no jornalismo.

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